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16.2.06
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Enquanto isso e de repente, torno a ver sem controlar aquela frase desesperadamente contida, escrita a branco, em letras capitais como pecados, no muro do túnel que sai do aeroporto.
Escrita numa lingua diferente - mas demasiado próxima para o exercício da distância - no muro do túnel que sai do aeroporto:
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AHORA NO SÉ SI EXISTISTE O SI FUISTE SOLO UN SUEÑO QUE TUVE YO
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Há ainda mais qualquer coisa escrita que nunca cheguei a ler devido à velocidade que o carro atinge no túnel e à estúpida hipnoticidade da frase, que me atira, de cada vez que me choco com ela, para um sítio longe que não consigo nunca identificar. desertos onde não há ninguém e onde todos são a mulher a quem a frase do muro do túnel do aeroporto é destinada. A mulher que não olha para ninguém porque se sabe só. Sabe-se só mas está longe de imaginar que o seu amor a remeteu quase imediatamente a uma dolorosa matéria onírica, muito provavelmente só para não a ver partir. Em propriedades físicas, cortantes.
Desertos. Saio de transe - é o carro que sai do túnel e agora aquela frase é só a fugaz memória visual de uma mancha branca que passou. Para dizer a verdade, não tenho a certeza de que exista, de que não a tenha inventado eu.
Merda: o cabrão que a escreveu soube-o sempre. Maldita cocaína ficção, que mataste o meu amor.
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