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26.4.06
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foram os dias que abandonámos a si que nos devolveram o som do mar. O conhecimento que tinhamos na língua e que falava por cada poro da nossa pele estrangulada e seca. Os dias em que não percebiamos a graça do sol que nos parecia demasiado luminoso, que nao percebiamos o brilho das coisas, o brilho que viamos mas que não podiamos alcançar. os dias de descrença que só a pele pôde gozar. onde teremos deixado o coração nesses dias? que orgão faria pulsar o nosso sangue espesso, que inteligência física ordenaria o sentido circular do nosso corpo? que químicos combateriam a esquizofrenia deste sangue universal que tínhamos e temos? podia ter sido só um tempo sem nome que acreditámos e as noites podem ter sido só perdidas dentro dos sonos e dos dias e das coisas que eram só memória genética afinal. até as resoluções tiveram alguma coisa de intemporal, como se existissem indiscriminadamente e sem bases no que somos, encontradas nos corpos (os nossos) à superfície que eles próprios inventaram- como dizes- e onde ficaram presos. fundando a matemática do "plano" como quem funda uma cidade. um plano milimetricamente insinuado, continuo e esticado com precisão entre os elementos visiveis e existentes.
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