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5.3.06
matéria onírica I
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Um vídeo onde aparecias tu. São raríssimos, para não dizer impossíveis, estes bocadinhos de ti - a injustiça geracional de crescermos entre o super8 e o VHS.
Mas aqui estavas tu, talvez um bocadinho mais velha do que quando morreste, talvez a exacta imagem que vou tentando guardar de ti. Tocavas viola e cantavas
(eu sei que vou te amar)
Eu ignorava esse teu talento, para a guitarra digo. A franja, os óculos, a farda, a mão finíssima e comprida. A pose irrepreensível que só as bailarinas possuem devido a anos de sacrifício e que tu tinhas, um, porque tudo em ti era auréo; dois, à custa daqueles anos todos em aparelhos de esticar a coluna por causa da maldita escoliose que afinal não te maquilhou a angústia
muito menos
te matou.
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Aproximei-me do aparelho de televisão e como me doeu não reconhecer a tua voz. Ou melhor, reconheci: era a minha.
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5 dez
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