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22.3.06
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a imagem de uma pernas a subir umas escadas. depois, e até ao fim, as mesmas pernas a subir as mesmas escadas maciças mas vistas por quem as sobe. os joelhos virados para fora para que as pudesse ver melhor enquanto subiam, sem parar, percorreu a ideia de que há muito não olhava as pernas. e que já não as reconhecia. que por pouco o seu corpo não deixara de pertencer-lhe. era como se as tivesse deixado em qualquer lugar longe dali durante todo o inverno, e contudo sabia tê-las sentido molhadas pela chuva nos tornozelos, sabia nos pés a dor que lhes provocavam as botas de cabedal, sabia tê-las enchido de cremes para quando viesse o verão, sabia ainda ofegante ter corrido para apanhar o comboio que a trouxera àquela casa, com aquelas escadas. não se deu ao luxo de estranhá-las, eram umas belas pernas! o andar de cima estava cheio de gente. ninguem percebeu.
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